Biografias > Cecília Meireles
Dica: Compare os preços dos livros de Cecília Meireles
Ofertas Especiais

Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 1901, no Rio de Janeiro.
Órfã de pai e mãe desde os primeiros anos de vida, foi
criada pela avó. Exerceu a profissão de professora (er normalista)
de crianças e, posteriormente, de universitários no Rio de Janeiro
e no Texas-EUA. Pelos seus estudos sobre a literatura hindu e pela tradução
do poeta hindu Rabindranah Tagore, foi condecorada pela Universidade de Nova
Déli. Cecília Meireles ainda cultivou o conto, a crônica,
o Folclore e a literatura infantil. Morreu em 1964.
Principais Obras de Cecília Meireles (poesia)
- Espectros (1919)
- Viagem (1939)
- Mar Absoluto (1945)
- Romanceiro da Inconfidência (1953)
Saudade, despedida, desencanto, fugacidade do tempo, viagem ao eu-interior,
melancolia, desilusão são os temas freqüentes da poeta Cecília
Meireles. No aspecto formal, Cecília trabalhava com maestria a musicalidade
dos seus versos a ponto de chamar os seus poemas de canções (a
poeta, ou poetisa, participou do grupo católico da revista Festa).
Os poemas seguintes são representativos do universo temático de Cecília Meireles.
MOTIVO Eu canto porque o instante existe Irmão das coisas fugidias, Se desmorono ou se edifico, Sei que canto. E a canção é tudo. |
RETRATO Eu não tinha este rosto de hoje, Eu não tinha estas mãos sem força, Eu não dei por esta mudança, |
Em Romanceiro da Inconfidência, Cecília Meireles emprega uma composição poética popular, de tradição ibérica, denominada romance, escrita em redondilha, para recriar a Inconfidência Mineira, fazendo uma homenagem aos inconfidentes, e extrair, de um fato passado, valores que são eternos e significativos na formação da consciência de um povo.
É à liberdade, o mais eterno dos valores, que a poetisa dedica os versos a seguir:
Atrás de portas fechadas, À luz de velas acesas, Entre sigilo e espionagem Acontece a inconfidência. Liberdade, ainda que tarde Ouve-se em redor da mesa. E a bandeira já está viva E sobe na noite imensa. E os tristes inventores Já são réus – pois se atreveram A falar em Liberdade. Liberdade, essa palavra Que o sonho humano alimenta Que não há ninguém que explique E ninguém que não entenda. |


