Biografias > Aluísio de Azevedo
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Aluísio
Tancredo Gonçalves Azevedo, nasceu em São Luís do Maranhão
a 10 de abril de 1857 e faleceu em Buenos Aires, na Argentina, a 21 de janeiro
de 1913. Filho do cônsul português Davi Gonçalves Azevedo
e irmão mais novo do também escritor Artur Azevedo (1855-1908),
começou no comércio por influência paterna, mas a vocação
para as letras foi mais forte. Fixando residência no Rio de Janeiro em
1876, lá permaneceu durante um período de dezenove anos, exceção
feita aos três, de 1879 a 1881, em que morou novamente na capital maranhense.
Na Corte, além de escrever e publicar a maior parte de seus livros, chegou
a cursar por um ano a Escola de Belas Artes, colaborando ainda com desenhos,
contos, novelas e críticas em diversos jornais e revistas da época,
entre os quais O "Mosquito", "Comédia Popular", "Vida
Fluminense" e "Semana Ilustrada". Colaborou ainda como folhetinista
na "Gazeta de Notícias" e na "Gazetilha", ambas do
Rio. Em seu retorno a São Luís, precipitado pela morte do pai,
trabalhou também na imprensa, sobretudo em "A Pacotilha" e
"O Pensador", nos quais se integrou à luta desses e de outros
órgãos contra as idéias católicas. Em 1895, ingressou
através de concurso na carreira diplomática e foi cônsul
em Vigo, Nápoles, Tóquio e, por fim, em Buenos Aires.
Principais Obras
O Mulato (1881) - romance que conta a história do mulado Raimundo, vítima de racismo em São Luiz do Maranhão.
Caso de Pensão (1884) - romance em que a ação acontece no Rio de Janeiro, Amâncio, rapaz do interior e estudante na capital federal, é corrompido pela sujeira da pensão onde morava.
O Cortiço (1890) - principal romance de Aluísio de Azevedo, O Cortiço é um painel do subúrbio do Rio de Janeiro e uma denúncia contra a discriminação racial, a miséria e o abandono em que jaziam as classes populares naquela metrópole.


